A Árvore

Paulownia tomentosa Steud.

A Paulownia tomentosa é conhecida por variadas designações: Paulónia, Árvore-da-Imperatriz, Kiri-japonês, etc.

O baptismo, do género, terá sido feito pelo czar Paulo I da Rússia, em homenagem à rainha Ana Pavlovna dos Países Baixos (1795-1865), para copiar uma tradição japonesa. O nome da variedade tomentosa estará relacionado com as suas grandes folhas revestidas de lanugem. O nome Kiri (cortar) refere-se à crença de que a árvore cresceria melhor e mais rapidamente sendo cortada. No Japão, é tradição plantar uma árvore de Paulownia tomentosa aquando o nascimento de uma filha, para mais tarde a transformar numa cómoda ou “baú de esperança” como oferta de casamento.

A Paulownia tomentosa pertence à família das Paulowniaceae. Embora seja classificada como madeira “dura”, começa a sua vida crescendo rapidamente como uma cana, com um cerne macio. Durante o seu crescimento, esse cerne torna-se lenhoso, mas permanece macio ou torna-se oco. Esta árvore pode crescer até 6 metros no primeiro ano, se for efectuado o chamado “corte técnico” a árvore poderá ter um crescimento superior. Uma Paulownia tomentosa pode atingir 25 metros ou mais de altura.

A Paulónia em Portugal

A Paulownia tomentosa adapta-se, cresce e desenvolve-se em solos pobres, embora prefira os férteis e profundos. É uma excelente árvore que melhora e recupera solos pobres e poluídos. Cresce em solos poluídos com metais pesados e substâncias nocivas e perigosas, onde outras árvores não sobreviveriam. Ao absorver estas substâncias tem uma acção regeneradora dos solos.

A planta prefere solos com pH entre os 5,5 e os 8 graus, o que engloba cerca de 80% do território nacional, deve ser regada, nos dois/três primeiros anos para que tenha um crescimento elevado e crie reservas para futuro.

As enormes folhas de Paulownia atingem 20-30cm de diâmetro. Como é uma caducifólia as suas folhas provisionam nutrientes e matéria orgânica reestruturando o solo, sendo a árvore muito pouco extractiva as mesmas criam condições para o desenvolvimento e manutenção da actividade microbiana do solo, são também muito apreciadas como forragem para o gado.

A Paulownia tomentosa é também muito utilizada no combate à erosão. Purificadora do solo e das águas, retém gases nocivos. Absorve 10 vezes mais dióxido de carbono (CO2) do que a sua concorrente mais próxima, libertando depois grandes quantidades de oxigénio (O2). A plantação de Paulownia tomentosa, em grandes áreas contribui para a retenção de uma grande parte de CO2. Uma plantação de 1,6ha de paulónias, garante a absorção de 13 toneladas de CO2, por ano.

Resumindo: A Paulownia tomentosa é uma melhoradora de solo, controla a poluição das águas do subsolo com metais pesados, produtos químicos e resíduos poluentes, controla a erosão, serve de abrigo e barreira à meteorização pelo Sol e ventos, purifica o ar e liberta grandes quantidades de oxigénio. Não menos importante é o enriquecimento da paisagem e da biodiversidade do nosso país.